Por vezes, as pessoas nem sempre sabem valorizar as coisas como deve ser, nem sempre conseguem distinguir as más das boas acções. Algumas vezes também não conseguem ver de que forma estão a prejudicar os outros, ou a elas próprias, e nem sequer pensam muito bem no que realmente pode estar em causa. Quantas vezes temos comportamentos que afectam aqueles que mais gostamos, quantas vezes cedemos com umas pessoas e ao mesmo tempo somos intransigentes com outras, como conseguimos em diferentes contextos ser também uma espécie de pessoas diferentes. Quanto tempo já perdemos ao telefone com alguém que não nos diz tanto como aqueles a quem, por vezes, não damos tempo quase nenhum e que, afinal, são aqueles que nos dizem tudo. A ideia de que a família são aqueles de quem mais abusamos é a mais pura realidade. Do facilitismo, da “despreocupação”, do dado (quase) adquirido. Este é o parêntesis mais importante da história pois é a consciência de que nada é adquirido à partida e é um sinal de que todos temos que nos preocupar com a família, com os amigos e com os outros. Os mais despreocupados do presente têm que ser os preocupados do futuro pois devem reconhecer que essa atitude pode condicionar a sua vida e a dos outros. Essa atitude que nunca deve deixar de ser positiva, alegre e colorida, mas que deve tentar sempre ser responsável. Ninguém é perfeito e todos temos os nossos pecados mas estes devem ser excepções na nossa tentativa de melhorar o presente. Sabem, eu já estou um bocado farto de escrever que as coisas devem ser assim ou assado, que eu vou tentar conseguir isto ou aquilo, mas a verdade é que eu até acho que já consegui muito, já compreendi muitas coisas e sei que posso compreender muitas mais. E conseguindo isto, esta consciência, estamos com certeza mais perto de conseguir (quase) tudo. Às vezes temos que escrever este tipo de histórias para pensarmos que podemos estar no bom caminho e que as coisas boas podem realmente acontecer. E também que nunca deixaremos de ajudar os amigos, principalmente quando estes se quiserem ajudar a si próprios.