Posted by caíto | Filed under Uncategorized
No outro dia eu estava sentado no sofá e mais uma vez dei por mim afrontado com um grande dilema. Por volta das onze horas, altura em que começo a mentalizar-me que já devia estar na cama, notei que a luz da sala estava acesa e fiquei com o tal dilema na minha cabeça. Sempre que sentia que havia muita luz acabava por não a apagar, pois seria uma forma de me lembrar que tinha que ir para a cama o mais cedo possível e que, sendo assim, deveria apaga-la apenas nessa altura. Sem dúvida um grande plano, quase de génio. Mas foi então que, por volta das duas da manhã, eu cheguei também à grande conclusão de que afinal ainda iria ficar mais uns minutos a acabar de fazer qualquer coisa e só ai é que apaguei a luz. Passados quinze minutos estava a acende-la novamente para me ir deitar. No fundo, utilizei a luz do candeeiro como se fosse o meu mandatário que me aconselharia a ir para a cama, como se fosse a responsável pela minha saúde e bem-estar, mas a verdade é que fiquei na mesma acordado e que a luz só se apagou quando já não fazia grande diferença e quando já tinha consumido muita energia.A história contada assim não parece ter nada de extraordinário mas a verdade é que pensada ao pormenor pode ser algo esclarecedora. De que? Da confusão que vai nesta cabeça. Da indecisão, do fazer, do não fazer, do pensar, do não pensar, em tudo e em nada!
Apago já?
Não, eu vou já embora, se apagar agora estou a assumir que vou ficar mais tempo.
E agora, posso apagar agora?
Não, ainda não, devia ter perguntado mais cedo, agora é só mais um minuto!
Avisas então quando for para apagar?
Agora cala-te, não quero falar mais disso, quando for para apagar eu apago.
Neste caso não é o anjinho contra o diabinho, é mais o preocupadinho contra o tolinho. Fiquei a pensar nisto quando fui para a cama e cheguei à conclusão que isto não deve ser normal. Não estou a dizer que é todos os dias, mas quando acontece é motivo de reflexão. Estarei mesmo a ficar tolinho? Será do cansaço? Esta é a minha desculpa favorita.
4 Responses
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Anonymous Says:
April 10th, 2009 6:02 pmMano,é muito provável que seja mesmo do cansaço. Não te servirá de consolo, mas a verdade é que esse…”dilema” (concordas que lhe chame assim…?) não tem nada de transcendental, sobretudo se comparado com alguns que “circulam” por aí! Acredita. Aliás, posso assegurar-te que só o facto de fazeres essa reflexão, sobretudo pela forma tão severamente auto-crítica como a fazes, demosntra, desde logo e em primeira instância, que poderás continuar a ter muitos defeitos ;-) mas “tolinho” é que seguramente não és!!! Nunca te esqueças desta máxima, manão: só os que estão realmente doentes é que não reconhecem (ou não querem reconhecer) que poderão, de facto, asssim estar.
Já agora, e se me permites uma singela sugestão, lembra-te da frase que o personagem interpretado pelo John Malkovich diz ao miudo (o enorme Christian Bale, ainda muito novinho mas já muito talentoso) protagonista do fantástico “Empire of the sun”, do mestre Speilberg: “Try not to think so much!” Segue este conselho e faz o mesmo, mano.
Beijo. Nando -
Anonymous Says:
April 11th, 2009 1:34 pmObrigado manão pela força e pelos conselhos mas a verdade é que se não estou a ficar tolinho também não pareço estar a ficar mais esclarecido. Às vezes parece que estou meio perdido e o tal cansaço não pode explicar tudo. Mas já sei o que vou fazer, vou deixar de fumar e começar a dar umas corridinhas de manhã para ver se o sangue e as ideia começam a circular melhor (era qualquer coisa, não?) E já agora, também deixar de pensar assim tanto como tu dizes. Beijão
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Anonymous Says:
April 14th, 2009 10:35 pmFilho da mãe!!!!! se querias que eu deixa-se de pensar tanto, não imaginas o quanto ajudas-te ao lembrar quem fazia o papel do miúdo no Império do sol. Sempre que via o Christian Bale ficava pior do que com a luz da sala, ficava com uma verdadeira comichão na cabeça a pensar de onde é que conhecia aquela cara ehehehehe grande manão, sempre com as verdadeiras referências ;))) beijão
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Nando Says:
May 27th, 2009 9:31 amMano, desculpa voltar aqui, mas preciso de fazer uma pequena correcção: quem diz a frase “Try not to think so much!” não é o personagem do John Malkovich mas sim o do Nigel Havers, no papel de Dr. Rawlins, um dos amigos do Jamie no campo de concentração japonês. O seu a seu dono. :-) Bj.