Homem de verdade

O poeta transmontano

Ainda mal sabia a história

Com coragem de Leão

Via o espelho da vitória.


 

Pelo mar se fez à guerra

E àqueles que mais amava

Deu-se bem com todo o mundo
E com a terra até brincava.

 

Da alegria e da tristeza

Tirou sempre uma lição

Que verdades são diferentes

Dependendo da intenção.

  

A doença do império

Tentou cedo mencionar

Eis que o Ciclo Lusitano

Apareceu para demonstrar.

 

Que os cravos da liberdade

Brotavam em Portugal

E que os de além pouco contavam
Para a causa nacional.

 

Mas a prosa deste errante

Tinha um toque especial

E sozinho fez a história

Com a vontade original.

 

Sim que a força de tal homem

Não permitiu veleidades,

Viessem de onde viessem,

Às várias contrariedades.

 

Viajou para todo o mundo

Com sentido de trazer

Pão e tecto, e muito mais,

O direito de crescer.

 

Foi este homem de trabalho

Dar amor e confiança

Deu-nos tanto, e até deu tudo,

Deu um mundo de esperança.

 

E agora, na tristeza,

Temos todos que honrar

E cantar tão grande feito

Esta arte de amar.

 

Hurra aos homens de coragem

E aos pregadores de bondade

Salva ao Inglês na passagem

Pois ele é Homem de verdade.