Ventos da razão

Olha o tempo que não pára
Para lá do horizonte
Olha bem atrás do monte
Mata a ferida que não sara.

Faz do sol a direcção
Mostra à terra o seu farol
Faz da chuva o tal formol
Forma o vento da razão.

Sai da saia da memória
Lembra a rua dos viveres
Sai da renda dos prazeres
Preza apenas a tal história.

Já o mundo rezou parte
Parte dele e só existe
Já que a cantiga persiste,
Peço então, desculpa à arte

Leave a Reply