Apresento-vos o meu Pai

Fernando do Carmo Afonso

Nasceu em Corujas, Macedo de Cavaleiros, em 29-05-1940.
O último de treze irmãos, filhos de um antigo combatente da “Primeira Grande guerra”.
Cumpriu o serviço militar, como miliciano, durante três anos, dois e meio dos quais no Norte de Angola.
Viveu, como civil, em Angola e Moçambique.
Regressou, após a descolonização, em 1975.

 

                            O CICLO LUSITANO
                                          Poesia

   “ O Ciclo Lusitano” pretendia, no início dos anos 70, alertar as populações multitudinárias, das províncias ultramarinas portuguesas, para o conhecimento empírico dos povos sofrerem círculos evolutivos, como todo o universo,
     A revolução portuguesa de 1974 veio adiantar-se à publicação deste alerta, mostrando que a história de Portugal, desde as suas origens mais remotas até à actualidade, não é excepção à regra. Vejamos:
- Europa sem fronteiras e sem nações politicamente definidas.
- Europa que se divide em nações.
- Portugal como nação europeia.
- Portugal em expansão pelo mundo.
- Portugal como império colonial.
- Portugal novamente como simples nação europeia.
- Portugal entrando na Comunidade Económica Europeia.
- Portugal fazendo parte da União Europeia.
- Europa sem fronteiras e sem nações politicamente definidas
     Os africanos, pretos, mistos e brancos, das províncias portuguesas tinham que, à semelhança do que sucedeu noutros povos colonizados, nomeadamente no Brasil, Estados Unidos da América e África do Sul, tornar-se independentes, antes que fossem arrastados para uma independência dirigida do país colonizador.
     Desejava também revelar, que a verdade nem sempre é o que nos parece ser. A nossa verdade, raramente é a verdade universal.

 

                                                          A ti, refugiado do terror,
                                                          Por mentes tiranas compungido
                                                          Dos iconoclastas preterido
                                                          Além-mar roubaram teu fulgor
                                                          O direito humano ao pundonor
                                                          Aquém-mar te seja restituído

                                 

 CARMO AFONSO

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